Menina Bonita do Laço de Fita

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Localização na estante: EI M149mb PISO 2 (Direita – Sala Infantil)

O livro infantil de Ana Maria Machado, ilustrado por Walter Ono, narra a história de um simpático coelho branco que busca entender o motivo da menina do laço de fita ser tão bonita por sua cor de pele que é negra.

A obra possui uma linguagem fácil e agradável aos leitores, além do caráter lúdico e trata das diferenças raciais em um universo infantil que é desprovido de maldade, valorizando a diversidade a partir da raça negra, tratando o tema com bastante sensibilidade e sutileza.

 

Saboreie alguns trechos:

 

“O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.

E pensava:

– Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela…” (p. 06)

 

“- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?

A menina não sabia e… Já ia inventando outra coisa, uma história […].” (p. 12)

 

O livro “Menina bonita do laço de fita” pertence ao Acervo da Biblioteca Comunitária, venha conferir e conhecer a história dessa linda menina!

Texto elaborado em pareceria com a Disciplina: Leitura e escrita: fundamentos, práticas e ensino do Curso de Pedagogia

ouça aqui Menina bonita do laço de fita

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Ana Maria Machado

 

Ana Maridownload (4)a Machado nasceu em Santa Tereza, Rio de Janeiro no dia 24 de dezembro de 1941 é jornalista, professora, pintora e escritora.

Formada em Letras pela Universadade do Brasil, Ana Maria Machado lecionou na UFRJ e PUC-RJ. Como jornalista, trabalhou por mais de dez anos na Rádio Jornal do Brasil. Foi uma das fundadoras, em 1980, da primeira livraria infantil no Brasil, a Malasartes (no Rio de Janeiro), que existe até hoje. Nessa década ela publicou mais de quarenta livros, e em 1981 recebeu o Prêmio Casa de las Américas com o livro De Olho nas penas.

No final de 1969, depois de ser presa pelo governo militar e ter diversos amigos também detidos, deixou o Brasil e partiu para o exílio. Na bagagem para a Europa, levava cópias de algumas histórias infantis que estava escrevendo. Trabalhou como jornalista na revista Elle em Paris e no Serviço Brasileiro da BBC de Londres, além de se tornar professora de Língua Portuguesa em Sorbonne. Nesse período, participou de um seleto grupo de estudantes cujo mestre era Roland Barthes, e terminou sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia sob a sua orientação, em Paris. A tese resultou no livro Recado do Nome (1976) sobre a obra de Guimarães Rosa.