A Revolução dos bichos – George Orwell

revoluc3a7c3a3o-dos-bichosA história gira em torno dos animais da “Granja do Solar” que insatisfeitos com tanta exploração e, seguindo a liderança dos porcos, começam a pensar em revolução.

O ponto de partida é o anúncio que o porco Major tem à fazer, convocando todos os animais da fazenda a se reunir. Uma fazenda comum, com bichos sendo explorados e menosprezados pelos humanos, está prestes a ser a primeira a ter bichos reivindicando seus direitos e tomando o poder. Afinal, a igualdade entre todos os animais deveria ser uma ideia aceitada por todos.

Até que um dia a revolta estoura e os bichos acabam tomando a granja. Liberdade! Finalmente estão livres do homem – “a causa principal  da fome e da sobrecarga de trabalho”. Agora plantam e colhem em beneficio próprio num sistema igualitário. Mas nem tudo é tão bom quanto parece, e a revolução acaba se mostrando uma tirania. Os líderes desse regime totalitário da “Granja dos Bichos” são os porcos que  usufruem de privilégios e progressivamente restituem um regime de opressão.

O autor faz uma sátira da ditadura stalinista – revolução russa. A intenção de Orwell em ‘A Revolução dos Bichos’ é atacar o mito soviético numa história que fosse “fácil de compreender por qualquer pessoa”.

Os bichos são primeiro explorados pelos homens, muito parecido à maneira como o proletariado é explorado pelos ricos. No livro, os animais adquirem inteligência, fala e coragem de derrubar seus exploradores, porém, em um segundo momento, se veem numa escravidão nova e mais impiedosa nas mãos de seus semelhantes. Todos os animais seriam proclamados iguais, só que – “alguns são mais iguais que outros”.

O livro, de sua primeira até a última página, contém representações da situação real da Revolução Russa passadas para o universo da fazenda. A Revolução dos Bichos é um livro brilhante, que usa uma coleção de sentenças curtas para montar um grande seminário para apontar falhas e furos em uma história que infelizmente, poderia, mas não foi perfeita.