Não há silêncio que não termine – Ingrid Betancourt

Localização na estante: Gco864/B562n Piso 2 (Direita – Bloco 1)

Não há silêncio que não termine traz o relato dos momentos vivenciados por Ingrid Betancourt, e sua luta pela sobrevivência e liberdade na selva colombiana.

Ingrid Betancourt é formada no Institut d’Études Politiques de Paris, ex-deputada e ex-senadora, concorria à presidência da Colômbia nas eleições de 2002 quando foi sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Sofrendo todo tipo de privação ao ser mantida em cativeiro em meio a selva colombiana, Betancourt passou por grande pressão psicológica e diversas situações degradantes.

Mas com esperança de um dia retornar para sua família, Ingrid resistiu a tudo com dignidade.  Após quase sete anos de lutas e fracassos seu pesadelo chega ao fim.

Mais que um drama, esta obra revela a força e a vontade de viver, uma verdadeira reflexão sobre o significado da liberdade.

Divulgação na Rádio UFSCar

Saboreie alguns trechos:

“Levantei hoje de manhã como todas as manhãs, dando graças a Deus. Como todas as manhãs depois de minha libertação, levo alguns instantes, frações de segundo, para conhecer o lugar onde dormi. Sem mosquiteiro, em cima de um colchão, com um teto branco em vez do céu camuflado de verde. Acordo naturalmente. A felicidade não é mais um sonho.” (p.37)

“Os dias se pareciam e se arrastavam muito lentamente. Eu custava a me lembrar das coisas que tinha feito na véspera. Tudo o que vivia caía numa grande nebulosa e só memorizava as mudanças de acampamentos porque eram um sofrimento. Fazia quase sete meses que eu tinha sido sequestrada e sentia as consequências. Meu centro de interesses derrapara: o futuro não me interessava mais, o mundo exterior tampouco. Eram-me simplesmente inacessíveis. Vivia o presente na eternidade da dor e sem a esperança de um fim.” (p. 140)

Clique aqui para ouvir Não há silêncio que não termine

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+ Ingrid Betancourt

  Ingrid Betancourt Pulecio nasceu em Bogotá, em 1961. Seu pai era embaixador da Colômbia junto à Unesco e sua mãe ex-miss Colômbia.

Graduou-se em Ciências Políticas no Instituto de Ciências Políticas de Paris, cidade onde viveu a maior parte de sua juventude. Casou-se com um francês, por isso recebeu nacionalidade francesa.

Ex-deputada, ex-senadora, era candidata a presidência da Colômbia nas eleições de 2002, quando foi sequestrada por um comando das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), uma organização que opera mediante táticas de guerrilha.

Prisioneira por seis anos e mantida sob condições sub-humanas no interior da selva, foi liberada em julho de 2008 numa operação do exército colombiano.

Obras da autora: Não há silêncio que não termine Cartas à mãe: direto do inferno