As mentiras que os homens contam – Luis Fernando Veríssimo

localização do livro na estante: G869.94 / V517me
PISO 2 (Direita – Bloco 1)

As mentiras que os homens contam, um livro cheio de humor, composto por diversas histórias e algumas mentirinhas!

A obra de Luis Fernando Veríssimo concentra vários textos de humor inteligente que buscam desmascarar o mito criado sobre a imagem masculina, provando, segundo o autor, que os homens não mentem, apenas inventam histórias para proteger as mulheres e em alguns casos, para se auto protegerem das peripécias feminina.

Tais histórias inventadas são inevitáveis para o convívio social, portanto todo leitor ou “historiador” que se preze deve conferir As mentiras que os homens contam, pois quem nunca inventou uma mentirinha, quer dizer, uma historinha para se safar de alguma situação?!

Saboreie alguns trechos:

“Dez coisas para dizer quando um visitante mal informado perguntar que buraco enorme é esse no chão. (Jamais  diga a verdade, que é para um metrô que só ficará pronto quando o Cristo Redentor perder a paciência, botar as mão na cintura e ameaçar com invenção. Ele não vai acreditar.)

1-     Foi um meteorito.

2-     Há insistentes rumores de guerra com a Argentina e o governo está construindo abrigos antiaéreos para a população.

3-     Que buraco?

4-     Todas as ruas estão sendo rebaixadas para aumentar a altura dos prédios, que assim pagarão mais impostos.

5-     […]”. (p.53)

“[…]

– No Rio, era o paulista típico. Uma caricatura. Sim é isto!

O Dr. Lupércio sempre se agitava quando pegava uma tese no ar com seus dedos compridos. Era isso. No Rio, ele era uma caricatura paulista. A imagem carioca do paulista. Em São Paulo, era o contrário.

– E mais. Quando fazia o papel do paulista proverbial, no Rio, era gozação. Quando fazia o carioca em São Paulo, era estratégia de venda.

O advogado no seu entusiasmo, apertou com força o braço da mulher, que disse “Ai, Lupércio!”.

– Você não vê? Ele estava sendo cariocamente malandro quando fazia o paulista, e paulistanamente utilitário quando fazia o carioca. Um gigolô do estereótipo! Uma síntese brasileira! Mas qual dos dois era o verdadeiro José?” (p.88)

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