Estranho Estrangeiro – Fernando Pessoa

brechonNenhuma vida, alerta Robert Bréchon, tem um só sentido que se imponha ao biógrafo. Assim como ocorre com uma obra, várias leituras diferentes podem ser feitas de uma vida, e nenhuma delas detém a verdade absoluta.

Para alguns críticos, a de Fernando Pessoa é a mais trágica de sempre; para outros, contém longas páginas de deslumbramento e felicidade.

Estranho Estrangeiro é uma biografia não apenas cronológica, mas também temática e crítica de uma figura de importância incalculável para a literatura de língua portuguesa.

Fonte: Editoras

Na BCo – UFSCar você encontra um grande acervo de livros do autor para retirada.

Publicado por Ronald Moura.

Renato Russo: O Filho da Revolução – Carlos Marcelo

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Localização na Estante: G 927.80/ M263r – Piso 2 (Direita – Bloco 1)

A obra de Carlos Marcelo, publicada pela editora Agir, traz informações inéditas sobre o líder do grupo “Legião Urbana”. Letras e documentos encontrados revelam sonhos, paixões e confissões do artista brasileiro Renato Russo.

Possui também uma série de entrevistas de familiares e amigos íntimos, e de outros músicos como Ney Matogrosso, Herbert Vianna, Tony Bellotto.

Uma ótima sugestão para os fãs e admiradores desse cantor que revolucionou o cenário do rock nacional.

 

 

+ Nelson Rodrigues

O pernambucano, Nelson Rodrigues, nasceu em Recife em 23 de agosto de 1912. Em 1916 mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro.

Anos mais tarde ele viria a trabalhar para o jornal “A Manhã“, como repórter policial. Também escreveu peças teatrais, como Vestido de Noiva, que iniciou o processo de modernização do teatro nacional.

Em ordem cronológica, por volta de 1929, ele e seus irmãos Milton e Mário Filho assumiram a redação do jornal do pai Mário Rodrigues, o diário “Crítica”. Poucos anos depois, escândalos e a tuberculose fizeram a família ter prejuízos, fazendo com que passassem fome. Sua volta às colunas é feita no jornal “O Globo”, mas seu primeiro salário é recebido apenas em 1932.

Foi amigo de Roberto Marinho, editor do caderno “O Globo Juvenil“, casou-se com Elza (sua companheira de redação) em 1940 e em 1941 lança sua peça “Vestido de Noiva“.

Tem alguns textos sob o pseudônimo de Susana Flag e a peça teatral Álbum de Família censurada.

Por volta de 1962, já com seus 50 anos, é que Rodrigues começa a focar apenas nas crônicas esportivas, que evidenciavam sua paixão pelo futebol. Seu time do coração era o Fluminense e este aparecia em várias de suas crônicas.

Sua saúde começa a dar sinais de decadência na década de 1970 e também nesse período, o relacionamento com a esposa estava conturbado. Nelson Rodrigues faleceu em 1980 com problemas cardiorrespiratórios, aos 68 anos.

Conhecido por não ter “papas na língua”, pela sua paixão pelo futebol e por seus conteúdos pornográficos. Atualmente ele é homenageado em página da rede social Facebook: Nelson Rodrigues #NelsonExplica

Quando o assunto é futebol, Rodrigues é o maior nome… fora de campo.

O Lobo de Wall Street – Jordan Belfort

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Localização na estante: G 332.6 B428L – Piso 5 (Direita – Bloco 2)

Você deve ter percebido que o blog +LeituraBCo andou “empoeirado”, não é? Mas que tal reativa-lo com uma ótima dica de livro que está à disposição na BCo? Venha conferir O Lobo de Wall Street.

Jordan Belfort foi um polêmico corretor de bolsa, que nas décadas de 80 e 90 conseguiu faturar milhões de dólares graças às suas práticas financeiras completamente ilegais. Esses fatos ocorreram em Wall Street, e em seguida acabaram levando à sua prisão.

Sua história começa em 87, quando começa a trabalhar de “conector”, um serviço descrito como pior do que telemarketing, nesse período, suas contas estavam todas em atraso. Mas Belfort já havia se destacado na entrevista pela sua atitude com as vendas.

Após anos de trabalho, sua carreira chega à ascensão e Belfort torna-se corretor da bolsa de valores de Wall Street. Ele tinha “talento para fazer milhares de dólares em alguns segundos”. Porém, nem sempre isso era feito de forma legal, envolveu-se com drogas, mulheres, foi da ascensão à queda, ficou preso por vinte e dois meses e mais outro em uma clínica de reabilitação.

 Atualmente, Belfort não trabalha mais em Wall Street, e escreveu sua biografia, chamada “O Lobo de Wall Street”, que serviu de inspiração para um filme de mesmo nome, lançado em 2013. Quem interpreta Jordan Belfort no projeto, é o ator Leonardo DiCaprio e conta com a direção e produção de Martin Scorsese. Ficou curioso? Dê uma olhada no trailer:

 

Ouça aqui: O Lobo de Wall Street

John Lennon – A Vida – Philip Norman

Localização do livro na estante: G927.80 / N842jPISO 2 (Direita - Bloco 1)

Localização do livro na estante: G927.80 / N842j
PISO 2 (Direita – Bloco 1)

John Lennon – A Vida junta relatos de amigos, fotografias, depoimentos de pessoas próximas, documentos de familiares e até do próprio cantor para contar a trajetória daquele que foi o vocalista de uma das bandas britânicas mais aclamadas de todos os tempos: os Beatles.

Quem vê o sucesso de John, Paul, George e Ringo não imagina as perdas e derrotas que John passou até chegar ao topo. Você encontrará no livro todas essas narrativas, desde a infância, adolescência e a morte da mãe com quem pouco teve contato, até as dificuldades para se firmar no cenário musical, o ápice dos Beatles e o relacionamento com Yoko Ono.

Nesta obra, a história de John Winston Lennon foi longamente pesquisada e demorou três anos para ser escrita, por Philip Norman, que já escreveu outro respeitado livro sobre os Beatles: Shout! The Beatles in Their Generation (1981).

Esta biografia traça a vida do garoto de Liverpool, dando aos fãs e admiradores a oportunidade de conhecer ao máximo os detalhes da história de John Lennon.

Saboreie alguns trechos:

“Tampouco alguém de fora poderia ter adivinhado a insegurança subjacente até mesmo aos maiores triunfos dos Beatles em 1963. Como ocorria com qualquer outro fabricante de sucessos pop desde os tempos de Bill Haley, a suposição era de que, cedo ou tarde, a novidade sofreria um desgaste inevitável e o volúvel gosto adolescente elegeria outra coisa. Esta era a pergunta que a mídia lhes fazia com mais frequência, depois de perguntar sobre o nome e os cabelos: quanto tempo poderia tudo isso durar? A resposta de John era sempre direta e autocrítica: “Você pode ser convencido e dizer ‘Claro, vamos durar dez anos’, mas, na verdade, assim que termina de dizer isso você pensa… teremos muita sorte se durarmos três meses””. [p.339]

“O pior veio a seguir, quando Koschmider os conduziu às acomodações que, por contrato, teria de lhes proporcionar. A dois quarteirões de distância, Paul Roosen Strasse, também era dono de um pequeno cinema, o Bambi, que exibia tanto fitas pornográficas como velhos filmes de gangster e de bangue-bangue de Hollywood. Os aposentos dos Beatles eram um quarto sujo e sem janelas e dois gloriosos depósitos de vassouras logo atrás da tela. A única água disponível para a higiene era os banheiros adjacentes ao cinema. “Fomos colocados neste chiqueiro”, John lembrou. “Morávamos num banheiro, bem ao lado do banheiro feminino. Íamos para a cama tarde e éramos acordados no dia seguinte pelo som do espetáculo de cinema e de velhas Fraus alemãs mijando na sala ao lado.”” [páginas 200 e 201]

Ouça aqui John Lennon

Steve Jobs – Walter Isaacson

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Localização na estante
G926.58
J62i

Um magnata. A verdade é que poucos sabem como Steve Jobs se tornou um, poucos imaginam e quando dizem saber, passam bem longe da verdadeira carreira do ex-presidente da Apple.

Sua morte em 2011 foi vista com grande pesar pela sociedade, o quanto ele contribuiu para a evolução tecnológica é indescritível. No dia de sua morte a Apple criou uma página em seu site homenageando-o: “A Apple perdeu um visionário e gênio criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível.(…)”.

O livro Steve Jobs por Walter Isaacson nos permite conhecer um pouco mais sobre esse ser humano incrível. Baseado em entrevistas com parentes, amigos, conhecidos, companheiros de trabalho e até mesmo concorrentes, o livro traz Steve como o mundo jamais tinha visto. Dono de uma fortuna e de uma personalidade intensa, foi um líder, foi perfeccionista, foi um gênio. Não se pode esquecer o quanto ele foi ácido em suas escolhas, sem medo de atingir seus objetivos, passou por cima de quem quer que se colocasse em seu caminho. A superação, inteligência, persistência e a perspicácia de Jobs é descrita com êxito por Isaacson.

Adotado, milionário aos 25 anos, expulso da própria empresa, presidente da empresa a qual foi expulso que por ironia foi o próprio quem criou, câncer pancreático, renúncia, morte. Não, a vida de Steve Jobs não pode ser resumida apenas com isso, ele foi mais, ele foi além e você só conseguirá entender quanto lendo o livro Steve Jobs por Walter Isaacson.

O Mago – Fernando Morais

Localização do livro na estante: G928.69 / C672m

Localização do livro na estante: G928.69 / C672m
PISO 2 (Direita – Bloco 1)

Odiado por uns e amado por outros, não há como negar que Paulo Coelho é um dos escritores brasileiros contemporâneos mais conhecidos.

Em O Mago, Fernando Morais traz a história de vida do escritor que vendeu mais de cem milhões de livros, do menino que foi parar no manicômio, do rapaz que experimentou várias experiências sexuais e foi até preso pela ditadura, mas que conseguiu na escrita alcançar o planeta.

E isso não é apenas um modo de expressão. Paulo Coelho conseguiu ser tão universal que foi elogiado por príncipes, rainhas, presidentes e até xeiques, sendo o autor vivo mais traduzido de todo o mundo.

Mas antes de atingir fama nos patamares de um popstar, Paulo Coelho teve que superar várias barreiras, entre elas uma marcante, que vinha de casa: sua própria mãe acreditava que ser escritor era uma “fantasia” e que só o Jorge Amado poderia viver dos livros.

Por tudo que Paulo Coelho representa hoje, vemos o quão errada ela estava…

Saboreie alguns trechos:

“Absorto nesses pensamentos, não notou os dois enfermeiros que se aproximaram e pediram que os acompanhasse até outra área do prédio. Conduziram-no a um cubículo de chão ladrilhado e paredes revestidas de azulejos, onde o dr. Benjamim o esperava. No centro do cômodo havia uma cama coberta com um grosso lençol de borracha e, ao lado, um pequeno aparelho parecido com um transformador de energia doméstico, com fios e manivela – era a chamada “maricota”, semelhante ao equipamento usado clandestinamente pela polícia para torturar presos e obter confissões e se apavorou:

– Quer dizer que vou tomar choques?” (p. 175-176)

CLIQUE AQUI PARA OUVIR: O Mago