+ Fernando Morais

ImagemNascido em Mariana-MG em 1946, Fernando Morais começou sua carreira como jornalista em 1961. Além de jornalista, também foi deputado, secretário da Cultura e da Educação  do Estado de São Paulo. Escreveu os livros: Os últimos soldados da Guerra Fria, Transamazônica, A Ilha, Olga, Chatô, O rei do Brasil, Cem quilos de ouro, Corações sujos, Toca dos Leões, Montenegro e O Mago (biografia do escritor Paulo Coelho, traduzido em dezenas de idiomas).

Paulo Coelho fala sobre a biografia escrita por Fernando Morais:

“Não sei qual será minha reação ao ler o que está escrito nessa biografia. Mas na capela que neste momento está diante do meu campo de visão existe uma frase escrita: ‘Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. No fundo, foi por esta razão que aceitei ter minha biografia escrita: para que eu pudesse descobrir outra face de mim mesmo. E isso me fará sentir mais livre.”

O livro ‘O Mago’ foi traduzido para várias línguas e obteve grande repercussão. Além dele, o livro ‘Olga’ também fez bastante sucesso pelo mundo – foi publicado em mais de 20 países e adaptado para filme em 2004, no qual foi indicado para representar o Brasil no Oscar de 2005.

Anúncios

Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood – Peter Biskind

Localização do livro na estante: G791.430973 / B622cPISO 5 (Esquerda - Bloco 1)

Localização do livro na estante: G791.430973 / B622c
PISO 5 (Esquerda – Bloco 1)

Este é um livro praticamente obrigatório para cinéfilos assumidos ou apenas admiradores da sétima arte.

Elogiado por jornais como “The New York Times”, “The Times” e “Time Out”, Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood conta a história de jovens cineastas dos anos 1960 e 1970 que transformaram para sempre o jeito de fazer cinema.

Aquela nova geração surgiu sem o medo de ousar. Diferente dos grandes diretores da era dos estúdios, que temiam assumir um estilo próprio, os diretores da chamada Nova Hollywood não tinham o menor pudor de ter seus próprios estilos, de marcar diferenças entre si.

Entre os diretores dessa Nova Hollywood estavam Peter Bogdanovich, Francis Coppola, Stanley Kubrick, Mike Nichols, Woody Allen, Spielberg, Brian de Palma, entre outros. Nunca antes cineastas tinham conquistado tanto dinheiro e poder.

Uma leva de filmes dos novos cineastas anunciou o que viria a ser uma das épocas mais brilhantes da sétima arte: A Primeira Noite de Um Homem (1967), 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968); O Bebê de Rosemary (1968), Meu Ódio Será Tua Herança (1969), M*A*S*H (1970), Operação França (1971), Laranja Mecânica (1971), O Poderoso Chefão (1972), O Exorcista (1973), Taxi Driver (1976) e tantos outros.

Tratava-se de um período extremamente fértil para o cinema, marcado pela valorização do sexo, do rock e das drogas, mas que um dia teve seu fim. Esses tempos dourados duraram pouco mais que uma década, deixando marcas até hoje na produção cinematográfica mundial.

Saboreie alguns trechos:

 “No mesmo ano, o produtor Ray Stark contratou Coppola, na época com 24 anos, para reescrever O Pecado de Todos Nós. Rapidamente ele virou roteirista residente da Seven Arts, trabalhando em scripts para filmes como Esta Mulher É Proibida e Paris Está em Chamas? Estava cheio de sonhos mas, com a ambivalência que marcaria toda sua carreira, expressava uma disposição limitada de trabalhar dentro do sistema. “O modo de chegar ao poder nem sempre é desafiar o sistema, mas primeiro abrir um espaço dentro dele para depois desafiá-lo e traí-lo”, ele disse. “Você tem que ter seus objetivos bem claros e ser inescrupuloso”” (p. 155).

“PARA SCHRADER, COCAÍNA ERA COMO leite materno; ele mergulhou na cultura das drogas com o entusiasmo de um fundamentalismo renegado. Como Scorsese, acreditava que a cocaína auxiliava sua criatividade. Sempre tece o hábito de escrever dopado, portanto a transição para as drogas foi mais fácil. “Eu escrevia doidão e revisava careta”, ele diz.” (p.400)

Clique Aqui para Ouvir: Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood

Vinicius de Moraes – Coleção Encontros

Localização do livro na estante: G928.69 / V785mPISO 2 (Direita - Bloco 1)

Localização do livro na estante:
G928.69 / V785m
PISO 2 (Direita – Bloco 1)

Esse livro traz um conjunto de textos selecionados, onde podemos encontrar retratos calorosos da sua relação com os amigos, como no depoimento a Otto Lara Resende, Lúcio Rangel, Ricardo Cravo Albim e Alex Viany, realizado no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 1967, e pela primeira vez publicado na íntegra; ou na divertida entrevista realizada por Tarso de Castro, em companhia de Tom Jobim, Toquinho e Miúcha, na qual eles combinaram só responder com mentiras e difamações. Em ambos os casos nos sentimos privilegiados, como se compartilhássemos em uma mesa de bar e da intimidade dessas figuras notáveis.

Saboreie alguns trechos:

E seus mestres, quais foram?

O maior foi a mulher, e continua sendo. Isso, dentro da vida. Na poesia foram meu finado pai, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Júlio Dantas, Guerra Junqueiro, Castro Alves, na fase adolescente. Depois, Manuel Bandeira, Jayme Ovalle, o Camões lírico, o romanceiro português, um pouco de Rilke, um pouco de Lorca, um pouco de Eliot, um pouco de Blake, um pouco de Whitman. E muito de Shakespeare e Rimbaud. Este sobretudo, que continuo a achar o maior poeta de quantos já nasceram. No setor da música, em que funciono “de ouvido” aprendi muito com Bach e Chopin, e depois com Débussy e Ravel, que acho (Ravel sobretudo) os pais da música moderna, sobretudo no campo da harmonia. Ravel é genial. E Villa-Lobos, que considero, sem favor, o maior músico erudito deste século – mais que Prokofiev ou Stravinski. Com relação à música popular, absorvi de tudo, do tango argentino à música diatônica oriental. Aprendi com os sambistas antigos, Pixinguinha e Ismael Silva sobretudo; com os grandes do jazz americano, de Jelly Roll Morton a Charlie Parker, incluindo alguns “cobras” do cool jazz. Aprendi com Caymmi, com Ary, com Donato, com João Gilberto. Mas com quem mais aprendi foi com meu parceiros, Antônio Carlos Jobim, sobretudo. Estou sempre aprendendo. Agora estou aprendendo com Baden, com Edu Lobo, com Francis Hime. E vou recomeçar a aprender com Carlinhos Lyra, com quem vou retomar o trabalho. É um nunca acabar de aprender. Evidentemente, porque todos esses músicos nunca tiram exatamente o mesmo som dos instrumentos, há sempre uma novidadezinha, uma harmoniazinha nova que surge, um sentimento diferente no canto…

(p.82)

Como você encara todo o seu trabalho até agora? Está satisfeito?

Satisfeito jamais. Em 1954 publiquei minha antologia e a partir daquela fase eu achei que não devia me repetir mais, qualquer tentativa de continuar seria uma espécie de repetição de tudo o que eu tinha feito. Fiz, então, apenas poemas esparsos porque achei que não tinha mais nada para dizer. Mas não que eu tivesse desistido. Partir para a canção foi também porque eu não estava satisfeito com o tipo de comunicação que o livro dava, achava estreito e queria ampliar essa comunicação. Em Motevidéu, de 1958 a 1969, eu escrevi poemas, mas era ainda uma espécie de vídeotape, das coisas passadas, era velho Vinícius e desse eu queria efetivamente me libertar.

(p.106)

Você tem preferência por algum dos seus livros?

Tenho. Pelas Cinco elegias e Poemas, sonetos e baladas, edição limitada, com desenhos de Carlos Leão e tirada por meu amigo, o pintor Clóvis Graciano. Gosto muito, também, da edição de luxo de alguns poemas meus escolhidos e ilustrados com fotografias do meu filho Pedro de Moraes. Gosto pelas fotografias, que são muito lindas e condizentes.

(p.152)

Ayrton Senna: uma lenda a toda velocidade; uma jornada interativa – Christopher Hilton

Localização do livro na estante: G927.9672 / S478h

Localização do livro na estante: G927.9672 / S478h
PISO 5 (Esquerda – Sala de Coleções Especiais)

Ayrton Senna – uma lenda a toda velocidade: uma jornada interativa traz ao leitor e também fã a biografia desse grande nome da história do automobilismo.  Ayrton Senna da Silva, mais conhecido como Ayrton Senna do Brasil na Fórmula 1 e Beco para os íntimos;  nascido em 21 de março de 1960 e faleceu no dia 1 de maio de 1994 durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola (Itália). O livro traz toda história desde seu nascimento até a morte, com relevância para os anexos que contém dentro do livro como: certidão de batismo, uma detalhada carta ao amigo e gerente Armando Teixeira, convite especial para a entrega dos prêmios em Paris, depois do campeonato mundial em 1990, etc; trazem também relatos de amigos e familiares que conviveram com esse grande ídolo os fatos familiares vividos por Ayrton de como ele era por trás das corridas. O livro foi redigido por Christopher Hilton, e por curiosidade já é o sétimo livro que ele publica sobre Senna.

Saboreie alguns trechos:

“Você pode perguntar a dez pessoas que o conheceram e as dez pessoas irão confirmar que ele era humilde, simples, amistoso; era alguém em que você podia confiar” Alfredo Popesco, amigo de infância. (pg.13)

“Senna tinha um enigma a seu redor. As pessoas como ele são pessoas normais, mas têm algo a mais. Elas têm um determinado olhar, sabem o que estão fazendo. É a mesma coisa com com Michel Schumacher.Os dois eram calmos. Passavam um ar de confiança às pessoas que trabalhavam com eles.” Nigel Stepney

“Entre os parentes e amigos, ele era simplesmente Beco, o garoto que sonhara pilotar um carro de F-1, mas que também preferia a intimidade do lar à agitada vida noturna do mundo das corridas” (pag.127).

Ouça aqui Ayrton Senna: uma lenda a toda velocidade; uma jornada interativa