Fala sério, Professor! – Thalita Rebouças

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Localização na Estante: EJ/ R292fp – Piso 2 (Direita – Bloco 2)

Fala sério, Professor! reúne crônicas engraçadíssimas da personagem Malu com seus professores mais marcantes. Aqueles do colégio, o da academia, o do curso de inglês, do curso de teatro, os particulares, os gatos, os amigos, os doidos.

Em sua caixa de memórias, Malu encontrou muitas histórias, e nos conta aqui sua trajetória como aluna dos 3 aos 22 anos.

A autora escreve para jovens e expressa em seus livros uma linguagem clara, compreensível e bem-humorada.

 Saboreie alguns trechos:

“Primeiro dia de aula na faculdade. Um mundo novo, diferente, cheio de gente bonita, u-lá-lá! Novos amigos, novas matérias, novos aprendizados. Eu tive a sensação de finalmente ter virado gente. É, foi exatamente essa a sensação que eu tive no primeiro dia de faculdade. Estava curiosa para conhecer as pessoas, para ver como eram as aulas, os professores, o comportamento em sala de aula… Os primeiros tempos seriam de Língua Portuguesa, com a Carlota. Carlota parecia um personagem de história em quadrinhos. Magrinha, baixinha, de óculos, falava rápido…” p. 140.

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Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais – John Grogan

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Localização na Estante: G 813/ G874c.5 – Piso 2 (Direita – Bloco 1)

Neste livro, John Grogan reúne várias crônicas divertidas sobre animais, família e vida. Além de falar sobre bichos de estimação, o autor conta relatos de quando se deparou com histórias de crianças que lutam contra uma doença grave, histórias sobre seu cotidiano, como momentos importantes com sua família, e até mesmo sobre as férias que deram errado.

As histórias escritas por Grogan foram publicadas inicialmente em uma coluna do jornal The Philadelphia Inquirer, até serem reunidas em um livro.

A obra possui uma linguagem fácil e agradável e traz ao leitor uma marcante análise sobre a jornada que une seres humanos e animais.

 

À Sombra das Chuteiras Imortais – Nelson Rodrigues

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Localização na estante: G 869.94 R696s Piso 2 (Direita – Bloco 1)

Em clima de Copa do Mundo, nossa indicação é “À Sombra das Chuteiras Imortais”, de Nelson Rodrigues.

Este livro foi organizado por Ruy Castro e reúne crônicas futebolísticas do escritor e dramaturgo, num período de 20 anos: começando em 1950 (quando o Brasil perdeu a Copa Mundial para o Uruguai, no Maracanã) até 1970 (quando veio a alegria do tricampeonato mundial contra o México).

Rodrigues mal enxergava, mas “retratou o futebol com uma dimensão épica” como ninguém. Essa sensação ficou bem presente em “O MAIS BELO FUTEBOL DA TERRA”, onde evidencia sua paixão pelo futebol e demonstra muita insatisfação com os brasileiros que não acreditavam na seleção: “essa falta de autoestima tem sido a vergonha (…) a desventura de todo um povo”.

Escrevia o que pensava sobre futebol e sobre os brasileiros. Numa de suas crônicas, publicada pouco antes de um jogo contra a Inglaterra, declarou que precisávamos refletir e que, nós brasileiros, “somos burros, burríssimos” por não acreditar na “arte do futebol brasileiro”, ou seja, algo inaceitável em sua visão de mundo. Porém, Rodrigues, sabia reconhecer um craque: exaltava Garrincha e Pelé (o “crioulo”, o “divino”).

Saboreie: “Vejam quantos jogaram. Primeiro, Paulo César passou a Tostão. E Tostão resolveu jogar em cima dos ingleses. Em vez de passar de primeira, deu-se ao luxo voluptuoso de driblar um inimigo; mas era pouco para a sua fome, e driblou outro inimigo. Podia passar. Mas Tostão preferiu enfiar a bola por entre as pernas do terceiro inimigo. Adiante estava Pelé. E o estilista estende a Pelé. Cercado de ingleses por todos os lados, o semidivino crioulo toca para Jairzinho. Este podia ter atirado de primeira. Não: — achou que devia driblar mais outro inglês. E só então sua bomba foi explodir no fundo das redes.” p. 215

Brasil, mostra a sua máscara – Fred Góes

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Localização na estante: G 869.98 B823m – Piso 2 (Direita – Bloco 1)

Em Brasil, mostra a sua máscara, o autor reúne crônicas, contos, poemas e letras de músicas sobre o Carnaval.

O que muitos não sabem é que o Carnaval não se originou no Brasil. A festa teve início na Grécia por volta dos anos 600 a 520 a.C, e nela os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.

O período do Carnaval era marcado pelo “adeus à carne” (do latim “carne vale“) dando origem ao termo “Carnaval”.  O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspiraram no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.

“No carnaval, esperança

Que gente longe viva na lembrança

Que gente triste possa entrar na dança

Que gente grande saiba ser criança.”

Sonho de um Carnaval – Chico Buarque, p. 75

As melhores crônicas de Fernando Sabino – Fernando Sabino

Localização do livro na estante: G869.94 / S116me.6 e G869.94 / S116m.10
PISO 2 (Direita – Bloco 1)

As melhores crônicas de Fernando Sabino exalam a simpatia do autor pela natureza humana e os fatos cotidianos que nela ocorrem, fazendo com que suas crônicas sejam compostas por tons de humor, ironia, sensibilidade, destreza e imaginação.

Cada volume apresenta 50 crônicas escritas com um toque de ficção e aprimorada técnica literária revelando os encontros e desencontros presenciados pelo autor. E para deixar um gostinho de quero mais O pato sou eu, Gravata com G, A lua quadrada de Londres e A última crônica são algumas das crônicas que você encontrará nesses volumes.

Saboreie recortes de uma crônica:

“SÁBADO eu vou ao teatro – decidi ferozmente, ao saltar do ônibus em frente a uma agência teatral de Londres. Há meses que prometo à minha mulher levá-la ao teatro – só me lembro de comprar ingresso quando a peça que ela gostaria de assistir já saiu de cartaz.

Entrei impávido agência adentro:

– Dois para sábado: The Killing of Sister George.

Saí com os dois ingressos no bolso. Sentia-me um herói: sábado nós iramos ao teatro para saber quem matou a irmã Geórgia.

No sábado avisei minha mulher displicente:

– Hoje nós vamos ao teatro.

[…] ”

– Seu doutor! Já chamamos o socorro, não podem vir, seu doutor!

[…] Não vai me dizer que é para concertar um cano furado.

Era.

Entramos pelo cano. A água, jorrando do sistema de aquecimento num quarto do segundo andar, infiltrava-se pelo soalho e começava a gotejar no forro da sala. E o forro da sala, de papelão e gesso como nas demais casas inglesas, já apresentava uma senhora barriga de pelo menos nove meses.

[…]

À custa de um galeio, que ainda hoje me dói nos quartos, consegui penetrar naquele mundo estranho, como o casco de um navio abandonado, que é o sótão de uma casa inglesa. Encontrei a caixa-d’água, mas não encontrei onde fechar a água. Voltei para o meu espavorido mundo doméstico, depois de ficar dependurado no teto como um enforcado, os pés buscando apoio nos ombros de português. Ah, minha roupa de ir ao teatro.

[…]

– Fechei o registro. É no vizinho de baixo.

O registro era no vizinho: vê quem pode.

Fiquei sem água até que ele mandasse o bombeiro. Na segunda-feira ele mandou o bombeiro. Ficou faltando apenas restaurar a feia chaga do teto, e isso seria novo ato do dramalhão. Caía o pano, eu voltava a viver em seco, eis o que importava.

Mas até hoje não sei quem matou a irmã Geórgia.”

(Quem matou a irmã Geórgia – Páginas 50-53)