Fábulas de La Fontaine

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Localização na estante: EI L166fL – PISO 2 (Direita – Sala Infantil)

Quem nunca leu ou sentou para ouvir uma fábula?

Somos apresentados a elas na infância e logo que tomamos conhecimento do gênero, ficamos diante do mais famoso escritor de fábulas: Jean de La Fontaine.

Geralmente, os personagens mostrados nas fábulas são animais, que têm atitudes semelhantes às humanas – sejam elas positivas ou negativas. Um dos objetivos principais das fábulas de La Fontaine é fazer com que os leitores observem no desenvolvimento das histórias atos que refletem seu comportamento e o das pessoas que o cercam, por isso o elemento moral é tão forte.

La Fontaine, com maestria, soube dar às fábulas um tom leve, com traços de humor e drama refinados, compostos em versos que fluem com harmonia.

Nesta coletânea das fábulas de La Fontaine você tem uma leitura de um clássico, recomendável para todas as idades.

Saboreie:  O LEÃO E O RATO

Vale a pena espalhar razões de gratidão: os pequenos também têm sua utilidade.

 

Ao sair do buraco, um rato, entre as garras terríveis de um leão, se achou.

O rei dos animais, em mui magnânimo ato, nada ao ratinho fez, e com vida o deixou.

A boa ação não foi em vão. Quem pensaria que um leão, alguma vez precisaria de um rato tão pequeno?

Pois é, meu amigo, leão também corre perigo, e aquele ficou preso numa rede, um dia.

Tanto rugiu, que o rato ouviu e o acudiu, roendo o laço que o prendia.

Moral:  Mais vale a pertinaz labuta, que o desespero e a força bruta. [Livro Segundo, págs, 154-156]

Ouça aqui Fábulas de La Fontaine

+ Jean de La Fontaine

Imagem Jean de La Fontaine nasceu em 8 de julho de 1621 na França e faleceu em 13 de abril de 1695. Estudou teologia e direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura.

Aos 26 anos casou-se, mas a relação só durou onze anos. Depois disso, La Fontaine foi para Paris, e iniciou sua grande carreira literária. No início, escrevia poemas, mas em 1665 escreveu sua primeira obra, chamada “Contos”. Montou um grupo literário que tinha como integrantes Jean Racine, Boileau e Molière.

No período de 1664 a 1674, ele escreveu quase todas as suas obras. Nas suas fábulas, contava histórias de animais com características humanas. Em 1684, foi nomeado para a Academia Francesa de Letras.

La Fontaine é considerado o pai da fábula moderna. Sobre a natureza da fábula declarou: “É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”.

Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são: A Lebre e a Tartaruga, O Homem, O Menino e a Mula, O Leão e o Rato, e O Carvalho e o Caniço.