Cândido, ou O Otimismo

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Localização na estante: G 843 V 935c e.1 PISO 2 (Direita – Bloco 1)

          O livro possui uma leitura agradável, com uma riqueza de detalhes, que faz com que o leitor imagine a cena e os personagens, passando a ter sentimentos de alegria e raiva.

          O enredo conta com episódios que se não fossem tão trágicos, seria cômico. Podendo se aproximar em alguns capítulos de um humor negro.

          Situa o leitor para vários fatos históricos, tais como: A Guerra dos sete anos, o terremoto que arrasou Lisboa, a Santa Inquisição.

      Possui uma pitada de humor, sarcasmo, romance, sátira e terror com um personagem que diversas vezes pode ser considerado um tolo, pois durante a história passou por inúmeras desgraças e ainda procurava o otimismo de que seu mestre tanto falava.

Ouça aqui Cândido, ou O Otimismo

Texto elaborado em pareceria com a Disciplina: Leitura e escrita: fundamentos, práticas e ensino do Curso de Pedagogia

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Toda Mafalda – Quino

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Localização na estante: EJ Q7tm – Piso 2 (Direita – Bloco 2)

O livro traz a obra mais conhecida do escritor argentino Quino: Mafalda. Nele, o leitor encontrará desde a primeira até a última tira produzida de Mafalda.

Mafalda nasceu em 1964, quando Quino, já era um desenhista e humorista de intensa atividade profissional. Muitos conhecem a personagem, mas poucos sabem que a menina questionadora e espevitada surgiu de uma proposta de campanha de publicidade para uma marca de eletrodomésticos, que inclusive foi rejeitada. Deveria haver nessa campanha uma família composta por crianças e adultos, sendo que o nome de um deles deveria começar com as letras M e A, aludindo à marca. Daí veio o nome Mafalda.

Poucos anos depois, as tiras de Mafalda começaram a ser publicadas e o sucesso veio em proporção à sua qualidade. O início dos anos 1970 presenciou um boom das histórias da menina, deixando adultos interrogativos e crianças fascinadas por suas ideias e postura.

Mafalda atingiu vários países da Europa, Ásia e do continente americano, até que em 1973 Quino suspendeu a produção de tirinhas da garota, só voltando anos depois para ilustrar a “Declaração dos Direitos da Criança” da UNICEF.

Mafalda faz parte do rol de personagens símbolos da crítica política e social. Ela questiona fatos como a detenção de poder, o modismo e o conformismo – coisas que se mantêm atuais mesmo com o passar dos anos.

A garotinha contestadora, inteligente, que odiava sopa, ainda conquista o mundo inteiro, e esse ano ela está completando 50 anos de existência.

mafalda

 

Ouça aqui: Toda Mafalda

As mentiras que os homens contam – Luis Fernando Veríssimo

localização do livro na estante: G869.94 / V517me
PISO 2 (Direita – Bloco 1)

As mentiras que os homens contam, um livro cheio de humor, composto por diversas histórias e algumas mentirinhas!

A obra de Luis Fernando Veríssimo concentra vários textos de humor inteligente que buscam desmascarar o mito criado sobre a imagem masculina, provando, segundo o autor, que os homens não mentem, apenas inventam histórias para proteger as mulheres e em alguns casos, para se auto protegerem das peripécias feminina.

Tais histórias inventadas são inevitáveis para o convívio social, portanto todo leitor ou “historiador” que se preze deve conferir As mentiras que os homens contam, pois quem nunca inventou uma mentirinha, quer dizer, uma historinha para se safar de alguma situação?!

Saboreie alguns trechos:

“Dez coisas para dizer quando um visitante mal informado perguntar que buraco enorme é esse no chão. (Jamais  diga a verdade, que é para um metrô que só ficará pronto quando o Cristo Redentor perder a paciência, botar as mão na cintura e ameaçar com invenção. Ele não vai acreditar.)

1-     Foi um meteorito.

2-     Há insistentes rumores de guerra com a Argentina e o governo está construindo abrigos antiaéreos para a população.

3-     Que buraco?

4-     Todas as ruas estão sendo rebaixadas para aumentar a altura dos prédios, que assim pagarão mais impostos.

5-     […]”. (p.53)

“[…]

– No Rio, era o paulista típico. Uma caricatura. Sim é isto!

O Dr. Lupércio sempre se agitava quando pegava uma tese no ar com seus dedos compridos. Era isso. No Rio, ele era uma caricatura paulista. A imagem carioca do paulista. Em São Paulo, era o contrário.

– E mais. Quando fazia o papel do paulista proverbial, no Rio, era gozação. Quando fazia o carioca em São Paulo, era estratégia de venda.

O advogado no seu entusiasmo, apertou com força o braço da mulher, que disse “Ai, Lupércio!”.

– Você não vê? Ele estava sendo cariocamente malandro quando fazia o paulista, e paulistanamente utilitário quando fazia o carioca. Um gigolô do estereótipo! Uma síntese brasileira! Mas qual dos dois era o verdadeiro José?” (p.88)